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14/06/2018 - Campanha Salarial
CAMPANHA SALARIAL 2018
feeb - 14/06/2018

Após um Acordo Coletivo de Trabalho da Categoria Bancária  de dois anos, fechado em 2016, a Campanha Nacional de 2018 será a primeira a ser realizada sob a nova lei trabalhista 13.467/2017, em vigor desde 11 de novembro de 2017. Por isso reforçamos a importância da defesa dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e a defesa da categoria, ameaçada pelos novos tipos de contratos previstos na lei (terceirização irrestrita, trabalho intermitente, autônomo, hipersuficiência). A defesa dos empregos, com a proibição das demissões em massa; das homologações realizadas nos sindicatos (para garantir que os bancários recebam tudo que lhes é devido em caso de demissão); a defesa dos bancos públicos que estão sendo desmontados e preparados para a privatização também serão pontos centrais na Campanha 2018. Reajuste da inflação mais aumento real de 5% para salários e demais verbas; e cláusula prevendo que as novas modalidades de jornada e contratações da lei trabalhista só poderão ser feitas por meio de negociação com os Sindicatos. Entre os pontos nocivos da lei estão os que preveem contratos de autônomos, terceirizados, jornada intermitente e o trabalhador hipersuficiente (empregados com nível superior e remuneração acima de duas vezes o teto de benefícios do INSS, que hoje corresponderia a R$ 11.291, poderiam estabelecer acordos direto com o patrão e não estariam garantidos pela CCT). A lei também prevê o fim do princípio da ultratividade, que garantia a validade de um acordo coletivo até a assinatura de outro. Assim, a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários perderia sua validade em 31 de agosto deste ano, um dia antes da data base da categoria. Defendemos a assinatura de um pré-acordo que garanta a ultratividade da Convenção Coletiva até a assinatura de uma próxima. Assim, todos os direitos estariam resguardados até o final da negociação com os bancos.

Não se faz a luta em defesa dos direitos, dos empregos e da categoria sem recursos financeiros para manter a estrutura de sindicatos, mobilizações, greves e outras formas de resistência. Por isso, a inclusão na pauta de reivindicações da categoria de cláusula prevendo contribuição negocial em percentual único, sem direito à oposição e distribuída de forma solidária, com percentual para sindicatos, federações, confederações e centrais. “Uma única contribuição que vai garantir um ano inteiro de muita luta pela manutenção dos direitos da nossa CCT. A reforma trabalhista, feita sob encomenda para os patrões, em especial os banqueiros, põe em risco todas as nossas conquistas como PLR, Vale Alimentação e Vale Refeição, jornada de seis horas, e muitos outros direitos. E precisamos estar fortes e preparados para fazer a resistência”,

Os bancos são o setor que mais investe em tecnologia, mas essa tecnologia, ao invés de beneficiar trabalhadores, os prejudica com mais sobrecarga e demissões. O avanço da tecnologia foi debatido e os bancários defendem que ela tem de ser adotada em benefício dos trabalhadores e também de clientes, resultando em taxas de serviços menores. 

Para Dr. Alfredo Brandão, presidente da FEEB MG/GO/TO/DF os bancos, que lucram cada vez mais mesmo com uma crise profunda que assola nosso país, os Bancos podem  atender às reivindicações da categoria.

 “Em 2017, os lucros somados do BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander chegaram a R$ 77,4 bilhões, o que representou crescimento de 33,5% em relação aos resultados de 2016. E só nos primeiros três meses deste ano, esses cinco bancos já lucraram R$ 20,6 bi, aumento de 20,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2017. Ou seja, eles não têm a menor desculpa para não valorizar seus empregados.”

 

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