Notícias

Notícias

26/03/2018 - Geral
Agiotagem legalizada: no Bradesco, juro alto gera alta inadimplência
Jornal do Brasil - 26/03/2018

Reportagem: GILBERTO MENEZES CÔRTES

Terceiro banco brasileiro em ativos, atrás do Itaú Unibanco e do Banco do Brasil, o Bradesco vive um dilema. Como o antecessor Luiz Carlos Trabuco, atual presidente do Conselho de Administração, o novo presidente, Octavio de Lazari Junior, empossado na primeira quinzena de março veio da Bradesco Seguros, maior grupo segurador do país, 100% controlado pelo banco. Trabuco sempre disse que o Bradesco era uma moeda de duas faces: a financeira e a seguradora, que garante 30% do lucro do banco. Só que a face financeira vem perdendo terreno em função da maior inadimplência comparada aos concorrentes privados (Itaú e Santander). No ano passado, o lucro de R$ 19 bilhões do Bradesco, já incluindo o resultado do HSBC, incorporado em 2016, cresceu 11%. Para uma economia que evoluiu só 1%, após dois anos de profunda recessão, o resultado refletiu a disparidade entre o setor financeiro e o produtivo. Entre seus pares, o Bradesco perdeu quase R$ 6 bilhões diante do lucro do Itaú (R$ 24,9 bilhões) e não acompanhou a expansão de 42% do lucro do Santander (R$ 10 bilhões), o único dos grandes a aumentar o volume de empréstimos. No Bradesco, houve queda de 4,3% nas operações de crédito. Com a economia ainda patinando e os altos índices de inadimplência, a origem dos resultados do banco mostra que algo não vai bem. 

Maior que o dilema do Bradesco só o da sua clientela, sufocada por juros elevados. O Bradesco depende muito da sua clientela do mercado de cartões de crédito, do qual tem participação direta e indireta de quase 30%. A questão é que as taxas de juros cobradas no cartão de crédito rotativo regular estão entre as mais altas do mercado divido entre os cinco bancos do oligopólio bancário (Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander, incluindo duas subsidiárias do Itaú e duas do Bradesco). E o resultado da cobrança de juros altos é que o índice de inadimplência no rotativo dos cartões de crédito em situação regular chegou a 6,2% em dezembro de 2017 no Bradesco. A alegação dos bancos brasileiros é de que os juros são altos porque há muita inadimplência. O economista chefe da Confederação Nacional do Comércio, Bens e Serviços (CNC), Fábio Bentes lembra que os juros caíram muito (mais de 50% na taxa Selic em relação a dezembro de 2016) e apenas 25% nos juros bancários médios na faixa livre, e a inadimplência só cedeu de 6% para 5% (em dezembro de 2017), “sinal de que ainda há muita gordura nos spreads para os bancos emagrecerem”, afirma. No Bradesco a inadimplência entre os micro e pequenos empresário cedeu de 8,6% em 2016, para 6,63% no ano passado. Entre as pessoas físicas, a inadimplência baixou  de 6,9% para 5,50%, segundo o próprio balanço da instituição. Para Fábio Bentes, se os bancos baixarem para valer os juros será possível que os clientes renegociem dívidas em melhores condições. No caso de prestações de três anos, a redução no valor mensal de um crédito de R$ 1 mil foi de menos de R$ 100 mensais.

O segmento de seguros tem sido importante para o Bradesco e outros conglomerados financeiros ao permitir arbitragem de juros dentro do conglomerado. Essa possibilidade era mais intensa nos períodos em que os juros básicos da economia flutuavam na faixa de 14% ao ano. Era a época de ouro da venda dos títulos de capitalização. Quem não se incomodou em ouvir que a fila à frente não andava porque o caixa estava tentando empurrar um pé quente (o título de capitalização do Bradesco) ou um PIC (o do Itaú) para um aposentado que tentava receber seu parco dinheirinho? Como os títulos exigem depósitos mensais (para um hipotético sorteio, mas, na prática, rendem bem menos que a caderneta de poupança, às vezes sem sequer acompanhar a inflação), a arrecadação dava uma base para o banco controlador da empresa de capitalização aplicar em títulos federais (remunerados pela Selic) ganhando uma bela diferença. Com a queda na Selic, caíram a margem e a cantilena nos guichês. Nos últimos dois anos a renda das empresas de capitalização caiu quase 20%

 

Santander cobra 1.791% mais

 

E diferença entre juros aos clientes de Brasil e de Espanha de quase 20 vezes 

O Banco Santander, controlado pela empresária espanhola Ana Botin, cobra em empréstimos, até 20 vezes mais de seus clientes brasileiros, quando comparado aos da clientela espanhola. E, por esse motivo, o Brasil foi o país que mais contribuiu para o lucro mundial do banco espanhol em 2017: foram R$ 10 bilhões, ou cerca de 2,5 bilhões de Euros, que representaram 26% dos ganhos do Santander em de seu lucro global do ano passado.

Enquanto o Brasil vive a sua mais profunda recessão econômica, o oligopólio bancário que atua no Brasil (quatro famílias controlam 60% do mercado) proporcionou ao Santander um crescimento de 42% em 2017, não só por operações de crédito, mas, também, pelos ganhos em taxas e serviços que atingiram o inacreditável valor de R$ 3,8 bilhões.  

Taxas que o cliente, muitas vezes, é obrigado a pagar, sem autorização. Debita-se na conta corrente e depois não tem a quem reclamar. As maiores reclamações no Procon são contra operadoras telefônicas e os bancos. E para desgosto do cliente, nem sempre adianta mudar de banco: como praticamente não existe concorrência, as tarifas são quase iguais entre os quatro maiores bancos do oligopólio. 

Banco Santander é controlado pela empresária espanhola Ana Botin

Economistas de tendência conservadora, atribuem as escorchantes taxas de juros cobradas pelos bancos, seja para empresas ou pessoas físicas no Brasil, ao alto endividamento do Estado brasileiro. Esta tese não se comprova. O Estado espanhol deve mais que o brasileiro e, nem por isso, empresas e cidadãos espanhóis pagam as taxas que o Santander cobra dos clientes brasileiros. 

Veja a comparação entre a dívida bruta do setor público brasileiro e a espanhola: 

PIB Brasil:US$ 1,8 trilhão (fonte: FMI); endividamento público/PIB 76%, sendo que que o principal motivo deste índice foi o nível dos juros pagos pelo Tesouro nos últimos dez anos, em média, de 13% ao ano. 

PIB Espanha:US$ 1,2 trilhão (fonte: FMI); endividamento público/PIB = 100%. A Espanha, mesmo pagando taxas de 2,5% ao ano deve o que o país produz em riquezas, o que motivou a crise de confiança no país que se juntou a Portugal e Grécia como países de alto risco financeiro, com risco de calote.

Os números mostram que o estado espanhol tem uma relação de endividamento/PIB, 30% maior que a do brasileiro e, nem por isso, as empresas espanholas e cidadãos pagam taxas de usura que se praticam no Brasil, principal inibidor do crescimento e do desenvolvimento da economia brasileira. Ao contrário, os ganhos dos bancos refletem o aumento da miséria do país que virou “paraíso dos rentistas”.

Mais ainda: ao contrário do Brasil, que possui cerca de US$ 375 bilhões em reservas, portanto com saldo positivo com relação ao que deve, a Espanha não teria caixa para saldar sua dívida externa, o que mostra fragilidade para todo o sistema bancário espanhol. 

A tese de que as taxas de juros no Brasil são as mais altas do mundo porque o governo é o maior tomador de recursos, não se comprova. Evidência disso é que o déficit fiscal primário do Estado brasileiro aumenta todos os meses, e as taxas de juros praticadas pelo governo Temer caem mensalmente e atingiram o seu menor patamar nos últimos 30 anos: 6,75% ao ano. E tudo indica que cairão em 21 de março para 6,50% na reunião do Copom. 

Mas ainda assim, como a inflação está abaixo de 3% (2,84% no acumulado de 12 meses em fevereiro), o governo do Brasil pratica a segunda taxa real de juros mais alta do mundo para financiar o seu déficit fiscal. Para deleite dos rentistas e bancos brasileiros. Não esquecendo dos fluxos internacionais que nos Estados Unidos e Europa recebem zero de juros, ou como na Alemanha que, ao invés de pagar, cobra dos clientes e poupadores para deixar o dinheiro dormir na conta. 

Hoje, um dos maiores problemas da economia mundial é o excesso de liquidez. Os países industrializados não sabem o que fazer com o estoque de recursos. E, o Brasil, com quase US$ 400 bilhões em caixa, não tem remuneração que ultrapasse 2% ao ano. Mas paga 6,75 % ao ano para financiar sua dívida interna. Em outras palavras, o governo brasileiro joga bilhões no lixo todos os meses somente na diferença entre o que recebe por suas reservas e o que paga para financiar a dívida.

Maus pagadores 

Outra tese para se tentar justificar as taxas de juros praticada pelo oligopólio bancário brasileiro e, neste caso, pelo Santander, seria a alta taxa de inadimplência da clientela brasileira, isto é, correntistas que deixam de pagar seus empréstimos. Novamente, a tese não se comprova. 

Veja a comparação da inadimplência: 

Santander Brasil: 4,5%; 

Santander Espanha: 4,7%. 

El País, o maior jornal da Espanha, destacou que o “lucro do Santander teve aumento de 42% no Brasil, alcançando 2,5 bilhões de euros (cerca de R$ 10 bilhões), o que sustentou 26% dos resultados de 6,6 bilhões de euros da rede em todo o mundo. Na Espanha, os lucros representaram apenas 15% dos ganhos da organização. A segunda filial mais lucrativa foi a do Reino Unido, com 1,5 bilhão de euros, ou 16% do total. 

Operação Zelotes 

Não satisfeito em ter no Brasil a maior rentabilidade de suas operações no mundo, o Santander ainda buscou, em anos recentes, formas não ortodoxas para aumentar seu lucro no país. O instrumento para alcançar esse objetivo é a mesma que originou a lava-jato e foi prática comum entre políticos e empresários brasileiros: a corrupção. 

Reginaldo Antonio Ribeiro, diretor de Planejamento Tributário do Santander, foi denunciado na Operação Zelotes por envolvimento num suposto esquema de corrupção na Receita Federal que teria beneficiado o banco espanhol em R$ 83 milhões em crédito tributários.

O Banco está envolvido em dois processos julgados de forma irregular pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), do Ministério da Fazenda, em R$ 3,3 bilhões para cada um deles. O Ministério Público e a Polícia Federal acusam o Santander de ter negociado decisões de membros da Receita Federal.

Por que brasileiros pagam e não reagem? 

O processo do oligopólio bancário no Brasil foi patrocinado e aprovado pelo Estado brasileiro, não importando quem estivesse à frente do governo, seja PSDB e PT, em ambos a concentração do setor foi permitida, e acentuada e concentrada durante os governos PT. 

A solidificação desse oligopólio, proporciona ao espanhol  Santander  a cobrança de taxas de juros que não se justificam sob a luz de qualquer teoria. A usura praticada é incompatível com a realidade de qualquer economia de mercado, e mais grave ainda, por se tratar de uma economia ainda em desenvolvimento como a brasileira. Cabe ainda mencionar que os lucros obtidos à custa do sacrifício das empresas e cidadãos do Brasil, é quase todo remetido à Espanha, onde são distribuídos entre os acionistas do banco. 

Qual o ganho para a sociedade brasileira de ter um banco estrangeiro neste oligopólio? 

Fora a permissividade do estado brasileiro, a Justiça tem sido de certa forma, a única barreira que impede que os bancos continuem a sufocar e a levar ao desespero milhões de famílias brasileiras que, ao serem convidadas a tomar crédito, seja por conta garantida, e/ou cartão de crédito, mal sabem, estão prontas para ficarem “enforcadas” pela força do banco. A Justiça brasileira, acertadamente, vem coibindo esta forma ilegal da usura em contratos de empréstimos.

Mesmo renegociando, os bancos continuam ganhando. E muito. Se você financiou R$ 1 mil no cartão de crédito e não conseguiu pagar, o Santander depois de três meses começa a enviar propostas de renegociação. Esse é o momento para o devedor pagar o justo. Saiba que o banco nunca perde: após 90 dias de inadimplência, o BC obriga que o empréstimo não pago seja registrado no balanço como prejuízo. Assim, quando o banco te encaminha para que empresas de recuperação de crédito infernizem tua vida, saiba que o que você deve e for pagar, voltará como lucro ao banco, na reversão das provisões para devedores duvidosos. Levando em conta os juros de 13% ao mês, claro você não aguentou e teve de parar de pagar. Em alguns meses, você já pagou a dívida algumas vezes e ainda segue devendo. O banco começa então a te cobrar R$ 1 mil, cerca de três vezes mais do que o cliente, na realidade deve (R$ 3 mil) para pagamento em até 60 parcelas. O devedor, considerando seu nome sujo, aceita, sem saber, na maioria das vezes, que está pagando quase 200% do que deve. E, com o acordo, o banco lucra integralmente, o que você vai pagar. Empresas de cobrança fazem esse serviço “sujo” ganhando até 100% do valor devido. Em outras palavras, a agiotagem legalizada nunca perde um centavo. 

Os bancos cobram o que querem, utilizando de sua força de oligopólio, porque os brasileiros, os trabalhadores e empresários não reagem. Mas o mais grave é que as instituições do Estado, principalmente o Banco Central, não se movem para coibir a prática da usura do oligopólio bancário contra a economia brasileira. 

Nos governos Lula e Dilma foram realizadas as maiores compras e fusões de toda a história do sistema bancário brasileiro:

Fusão Itaú-Unibanco 

Bradesco compra HSBC 

Itaú compra Citibank 

Santander compra ABN-Amro 

Bradesco compra BBVA

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), que deveria regular e impossibilitar a formação de cartéis no Brasil, foi o grande responsável, ao lado do Banco Central, pela formação do oligopólio bancário brasileiro. 

 

Cliente Itaú no Brasil paga em um mês o que o do Paraguai paga no ano

 

Carga fiscal e juro bancário anual atraem empresários para o vizinho

Cansado de pagar juros mensais de 8,77% a 13,40% (174,34% a 352,12% ao ano) no cartão de crédito Itaú? Quer pagar bem menos? Que tal, 13,35% ao ano para um cartão da própria bandeira do Itaú, o maior banco privado da América Latina? Pois bem, a situação é muito fácil para quem mora nos estados fronteiriços ao Paraguai. Ou mesmo para qualquer brasileiro, que mora mais distante. Basta uma visita a Foz do Iguaçu. 

Além das belezas naturais das Cataratas do Iguaçu, uma simples travessia da Ponte da Amizade pode render boas economias. Não. Não se trata das tradicionais muambas paraguaias. Ou de uma noitada sortuda num dos cassinos do lado de lá da fronteira. Basta uma visita a uma das agência do Banco Itaú em qualquer cidade do Paraguai. 

Lá, o Itaú usa o mesmo slogan que bombardeia os espectadores diariamente na TV. Só que o “Feito para você”, vira “Hecho para vos”. Tem a mesmo logomarca da @ com o I imaginário no meio. Mas a realidade é muito melhor do que sonha a nossa vã imaginação. 

Cliente do Itaú no Paraguai tem as mesmas facilidades eletrônicas, mas a grande vantagem está nos juros, bem mais baixos do que no Brasil

Os juros que o Itaú cobra dos nossos hermanos paraguaios são muito menores do que pagamos por aqui. No Brasil, paga-se em um mês, o que os donos de cartão do Itaú Unibanco pagam em um ano. Ou seja, em um ano, os clientes paraguaios ganham, na conta de juros do cartão, nada menos que 11 meses em relação aos clientes brasileiros. Uma diferença de 161 a 338,77 pontos percentuais, conforme o emissor do cartão dentro da Organização Itaú Unibanco. 

No Paraguai o custo anual do financiamento do cartão de crédito é menor do que 13,35% ao ano. Ou seja menor que a taxa mensal de um dos cartões operados pelo oligopólio do Itaú no Brasil. Conheço um amigo brasileiro que está vivendo de comprar artigos made in Paraguai para revender no Brasil. Os ganhos são duplos: nas taxas de juros do cartão e nas pechinchas de qualidade duvidosa... 

Mas terá o Paraguai algum segredo econômico? Além dos juros baixos, uma tributação bem menor que a nossa. Resultado: muitos empresários brasileiros mudaram para lá para produzir e exportar para o Brasil. O país de pouco mais de 6,8 milhões de habitantes (quase igual ao total do município do Rio de Janeiro), tem uma inflação anual na faixa 4% (o Brasil fechou 2017 com 2,95% e deve fechar 2018 entre 3,5% e 4%) e o piso dos juros anuais é de 5,25%.  No Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) deve reduzir nesta quarta-feira a taxa Selic (o piso bancário brasileiro) para 6,50% ano. 

A economia paraguaia é bem mais modesta do que a brasileira. Seria equivalente à de um estado médio do Nordeste, mas seu grau de endividamento público é bem menor. A dívida pública equivale a 22,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraguai. No Brasil, a dívida pública bruta está na faixa de 74% do PIB. 

Um banco por R$ 1 

Vale lembrar que o Itaú Unibanco conseguiu abrir as operações no Paraguai pagando o valor simbólico de R$ 1. A rede de agências do Paraguai pertencia ao antigo Interbanco, que foi criado no país vizinho, nos anos 80 e 90 pelo extinto Banco Nacional. O Nacional foi comprado em 1995 pelo Unibanco pelo valor simbólico de R$ 1. E o Itaú fez uma fusão com o Unibanco (na qual passou a deter quase dois terços da nova instituição líder do mercado brasileiro) no final de 2008, quando a crise financeira mundial atingiu as linhas de crédito externas do banco da família Moreira Salles.  

A concentração bancária que se acelerou no Brasil nos últimos 15 anos, também ocorreu na América Latina. O motivo externo são as exigências de capitalização dos bancos pelo Acordo de Basileia, regulado pelo PIS, o Banco Central dos Bancos Centrais. 

Nos últimos anos, o Itaú consolidou sua presença na Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Com a fusão entre o Itaú Chile e o CorpBanca, o grupo chegou à Colômbia e ao Panamá.  O ItaúUnibanco tem operações na Europa (França, Alemanha, Portugal, Reino Unido, Espanha e Suíça), nos Estados Unidos (Miami e Nova Iorque), e nos paraísos fiscais do Caribe (Ilhas Cayman e Bahamas), do Oriente Médio (Dubai) e da Ásia (Hong Kong), além de agências em Xangai (China) e Tóquio (Japão). São centros financeiros que facilitam captar recursos para o Brasil a custos mais baixos e ampliar os ganhos de arbitragem nas taxas de juros com as elevadíssimas taxas praticadas no Brasil.

blog comments powered by Disqus
Pesquisar
Filiado à:
CONTEC

 

NCST

 

 

 

Webmail
Usuário:

Senha:

Entrar
 

» Esqueci minha senha