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O Banco Central (BC) aprovou ontem a venda da participação de 49% do capital com direito a voto do banco PanAmericano à CaixaPar, subsidiária Caixa Econômica Federal.
O processo de integração deve começar com a venda de produtos nos diferentes canais das duas instituições, mas no futuro poderá haver um aproveitamento maior das áreas comuns, como tecnologia e back-office.
"Vamos poder trabalhar maximizando processos e sistemas", disse Luiz Sebastião Sandoval, presidente do grupo Silvio Santos. "A curto prazo, a integração se dará em produtos, mas vamos racionalizar alguns processos a partir do ano que vem, à medida que formos aprimorando as plataformas tecnológicas", completou Márcio Percival, vice-presidente da Caixa.
De início, o PanAmericano começa a oferecer crédito imobiliário da Caixa, enquanto a instituição federal recebe produtos de financiamento, seguros e cartões. "Eles têm mais agilidade e atuam em vários nichos de mercado, como consignado e venda de veículos. Vamos, de certa maneira, usufruir da capacidade de originação deles", afirma Percival.
Os mais de 20 mil pontos de acesso do PanAmericano se juntam aos 30 mil da Caixa. Os canais comuns ampliaram a expectativa de crescimento da carteira do banco estatal. "Vamos crescer acima dos 40% previstos inicialmente", completa Percival.
Boa parte dessa expansão virá do aumento das concessões do PanAmericano. A estimativa do banco é pular dos atuais R$ 12 bilhões de saldo para R$ 30 bilhões neste ano, disse Sandoval. Metade dessa carteira deve ser repassada para a Caixa, em troca de funding mais barato. "Já estamos conseguindo reduzir as taxas de juros", disse o executivo do grupo Silvio Santos.
Na área habitacional, a previsão é que cerca de R$ 5 bilhões sejam originados no pontos de atendimento do PanAmericano nos próximos três anos. A seguradora do PanAmericano também deve trabalhar de forma integrada, oferecendo apólices para a área habitacional e também para os demais ramos elementares. A base de quase 10 milhões de cartões 'private label' e dos mais de 2,8 milhões com bandeiras Visa e MasterCard também interessa à parceria, com cartões pré-pagos e híbridos para os segmentos de supermercados e material de construção.




